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Mostrando postagens de Outubro, 2013

Ciclo vicioso da implicância

Este diálogo simples e bobo é um exercício que fiz há algum tempo, e resolvi publicar. Espero que gostem.
- Você vai ler esse livro de novo?
- Vou, por quê?
- Credo.
- Credo por quê?
- Por nada.
Silêncio.

Jantares solitários

Cecília limpou a boca no guardanapo de papel e relaxou na cadeira. Devagar, bebeu o vinho que restava na taça, olhando fixamente para o prato vazio e sujo de molho. O sorriso em seu rosto jovem expressava o prazer que permeava sua mente. Ela se levantou e levou a louça suja par a cozinha, ainda sorrindo, com olhos perspicazes perdidos no ar, como quem se perde em pensamentos.

Uma jornada sem fim II - Pântano

Três dias após ter atravessado o rio, tive que levantar acampamento antes da hora, pois no meio da tarde uma chuva suave começou a cair. O dia abafado havia exigido muito de minhas forças e de minha determinação, mas as gotas geladas trouxeram conforto para meu corpo, e reflexões para minha mente.

Uma jornada sem fim I - Travessia

Cheguei ao rio que demarcava os limites do norte, largo e de águas ágeis, mas não muito profundo. Corria gélido por entre as árvores, como uma cicatriz viva no meio da floresta densa. Abri caminho através dos arbustos, saindo das sombras, e a luz cinzenta do dia me fez piscar. Ensaiei um passo inseguro nas pedras lisas, mas voltei e observei o outro lado do rio.