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Mostrando postagens de Janeiro, 2012

Guille e a bola

Olá. Meu nome é Guille. Guille de Rais. Como o de Gilles de Rais, aquele francês maluco, amigo de Joana D'Arc, que matava todo mundo. Meu pai me deu esse nome. Não sei porque, mas o infeliz achou que ter o mesmo nome que um assassino do século XV era algo legal. Nem francês eu sou, apesar de ter muitos antepassados franceses. Eu até entendo que ele quis me dar um nome imponente, algo que remetesse a terror, medo, força, sei lá. Às vezes acho que era só para combinar com minha cara de mau. Sim, meu pai sabia que eu teria cara de mau desde quando eu era um bebezinho. Mas não me levem a mal, eu gosto do meu nome, só quero deixar bem claro que não sou nenhum depravado, pedófilio, infanticida, assassino, pirado, essas coisas.

O jardim de Afrodite

O jardim parecia lutar contra si mesmo, tentando ser o pedaço de terra mais verde e brilhante do mundo. A chuva forte acabara de passar, e as nuvens começavam a se espalhar, deixando nesgas de azul berrante surgirem no céu. Alguns trovões ainda podiam ser ouvidos, distantes, e enquanto o Sol voltava a reinar um arco-íris surgiu. O vento leve e fresco agitava as folhas das árvores, e as roseiras acenavam para o casal que, da sacada do quarto, observava o mundo se acalmar depois da tempestade.

Sobre vida e amor

Enquanto a chuva, ruidosa,
caprichosa, escorre pelo ar,
a moldar minha úmida realidade,
a verdade que ecoa em minha mente,
simplesmente, é a vida
querida que me espera ao longe,
onde minha nervosa alma
se acalma, ao encontrar
pelo ar o meu doce amor.

Escorrem minhas lágrimas,
lástimas e antigos tormentos,
momentos de dor ou alegria,
euforia, quando meu amor sorri
aqui, deitada ao meu lado,
sagrados instantes de felicidade,
cumplicidade, história antigo.
Consigo imaginar nosso passado,
traçado perfeito de linha da Vida.

Meu peito se enche de alegria
todo dia, ao pensar que ela,
minha bela, vai cuidar de mim
até o fim de nossa vida,
aguerrida mas cheia de amor,
esplendor verossímil e superno,
sempiterno, canção perfeita
que estreita nossos laços,
traços singelos de amor.
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Marlon Weasdor, 04/01/2012